June 29, 2006

Where did everybody go?

Posted in miscelânea/indefinido, sociedade at 9:53 pm by Ana

Nestas últimas duas semanas de estudo tenho-me apercebido de uma coisa algo estranha. A biblioteca de Química da FCUL raramente enche. E facilmente tenho lugar a qualquer hora do dia (felizmente!, não me estou a queixar!). Não sei se na Central esta falta de gente é tão flagrante, mas nas poucas vezes em que lá estive também me pareceu estar com menos pessoas. Mesmo que não haja “mesas livres”, há menos pessoas por mesa.

Falta aqui gente! E isto não é visível só na Biblioteca. Também os carros são muito menos. Naquele “parque” junto ao Horto do Campo Grande há sempre muito espaço livre, mesmo que lá cheguemos já à hora do almoço. Em anos anteriores o problema do estacionamento era muito mais aflitivo… A falta de carros ainda poderia ser imputada à “crise”, e aos preços sempre a subir dos combustíveis. Mas não vejo justificação para uma quebra tão grande nos alunos. Será que há menos gente na faculdade? Será que entraram menos caloiros? Será que houve muitas desistências? Será que o pessoal já não estuda? Afinal o que se passa? É a demografia, é o aumento das propinas, Bolonha, a crise, what?

Something’s fishy around here… 

June 27, 2006

Acerca da Tertúlia da Massa Crítica

Posted in featured on Flickr!, mobilidade, movimentos at 9:41 pm by Ana

Aquilo foi giro! 🙂 Gostei e achei muito interessante. Nomeadamente, foi fixe poder associar alguns dos nomes que via na mailing-list às respectivas caras. 🙂 O meu low profile foi um bocado anulado quando decidi tirar algumas fotos. Como aparentemente só eu levei e usei máquina fui “identificada”, lol! A propósito, as fotos (um bocado fraquinhas) estão disponíveis aqui.

O Frederico (?) iniciou apresentando o movimento Massa Crítica e passando depois a falar um pouco sobre o seu percurso habitual em bicicleta.

A apresentação do João sobre o seu percurso habitual em patins enriqueceu-me porque há coisas acerca da sua utilização como meio de transporte que desconhecia. Fiquei a matutar naquilo. Há muito que quero comprar uns patins mas a motivação foi sempre pela vertente de desporto e de lazer. É uma alternativa ou complemento muito interessante! 🙂

A do Mário Alves acerca do Código da Estrada deixou-me com aquela sensação recorrente do “tenho que fazer alguma coisa para ajudar a mudar isto!”. Reconheci-me em algumas das situações que ele apontou e fiquei um bocado frustrada e também receosa por as regras de trânsito no que concerne às bicicletas nos colocarem em perigo… 😦 Mas tenho a perfeita noção de que as coisas só mudam quando houver mais gente a usar a bicicleta na estrada. E eu quero mudar as coisas! Por isso vou continuar a andar de jinga sempre que possa! 🙂 Por puro prazer e por dever cívico!

A apresentação do Luís Mota foi sobre o projecto do Trajecto Farol. Também gostei e acho que há ali potencial e é uma oportunidade de conseguir algo concreto junto das entidades apropriadas.

Depois do intervalo para jantar foram exibidos os videos das reportagens da RTP e da SIC para os que ainda não as tinham visto. Achei muito importante e muito interessante os dois filmes exibidos depois, o “We are traffic” e o “Still we ride”. Recomendo vivamente pois levantam questões políticas (e não só) relevantes.

Still we ride!

Que eu saiba, só o Jornal de Notícias falou deste este acontecimento (notícia aqui)… Anunciado foi no Indymedia, na revista lecool, no lx jovem e no Tudo Sobre Rodas, além do site (e listas) do GAIA. E aqui, claro! 😉
Espero que hajam mais tertúlias e encontros no futuro! Se tudo correr bem, esta 6ªf será a primeira vez que eu e o Bruno participaremos numa Massa Crítica!! 😀

A propósito, o novo site da MC está quase fully functional! Pode ser acedido aqui.

Segway

Posted in mobilidade, política nacional, produtos at 8:57 pm by Ana

É uma invenção espectacular! 🙂

Segway

Os Segway são, no entanto, ainda muito caros.

São eléctricos, e consomem menos energia do que outro qualquer veículo eléctrico visto serem menos volumosos. É como andar a pé, mas mais depressa. E sem a parte do andar. Convida ainda mais à imobilidade porque assim podemos literalmente sair de casa já “montados no carro”, e levá-lo efectivamente para a mesa de trabalho, por exemplo… Para ser usado em serviço, durante muito tempo, presumo que se torne desconfortável, porque implica ficar na mesma posição, de pé, por muito tempo.

É o ideal para pessoas com dificuldades de locomoção (desde que se consigam aguentar bem de pé). Mas é uma alternativa muito interessante de transporte individual que gostaria de ver mais disseminada (desde que se devesse principalmente à conversão de automobilistas!). 🙂

No video promocional as pessoas levam-nos para todo o lado, montados neles, mesmo dentro de edifícios, lojas, etc, e comboios e metros. Cá nem as bicicletas estão “liberalizadas” para serem transportadas (let alon riden!) nos transportes públicos e respectivas estações/zonas de acesso. E os regulamentos são omissos ou restritivos no uso de patins (calçados mesmo!). Assim, aquela ideia veiculada não se aplica a Portugal. Por enquanto. 😉

Pelos vistos a moda dos Segway está a pegar por cá. E justamente por quem tem dinheiro para gastar. Nomeadamente as autarquias, claro. Vi primeiro a notícia da Polícia Municipal de Matosinhos, no DN. Depois vi que em Oeiras já tinham feito uma experiência antes, também.

O uso pelos carteiros parece-me um bom investimento. É mais barato (no consumo de combustível) do que uma mota (mesmo que eléctrica) e mais prático. Já o seu uso generalizado pela polícia me parece uma má gestão de dinheiros públicos. Com 5 000 € equipavam uns 10 polícias com bicicletas. Mesmo que optassem por bicicletas com ajuda de um motor eléctrico, era um investimento mais inteligente. Mais saudável e confortável para as pessoas (fazem algum exercício físico e podem sentar-se!), mais barato na aquisição e na manutenção, e mais fiável (não acaba a bateria, e mesmo numa eléctrica, os pedais continuam a trabalhar mesmo depois de acabada a electricidade!). Se fôssemos um país rico ainda percebia que não se quisesse ou tivesse que levar estas coisas em conta. Mas somos um país pobre. Nem tanto de dinheiro, mas de talento, o que resulta em desperdício do que temos e, logo, de menos dinheiro no saldo final.

É um bocado frustrante ver as zonas turísticas balneares patrulhadas com o último grito na mobilidade e depois ver as pessoas sem ter onde se sentar ou abrigar do clima na maioria das paragens de autocarros. Ou ver pessoas sentadas nas valetas das estradas ou em encostadas a rails porque ninguém se digna a investir o dinheiro de todos onde ele faz mais falta.

Paragem má (mas há bem piores)

Ou ver pessoas andar nas bermas e valetas das estradas para ir de uma localidade a outra ou até de uma rua à seguinte, sem ter condições de conforto e muito menos de segurança, porque neste país os passeios existem para emoldurar alguns sítios, e as pessoas são esperadas mover-se de carro numa base porta-a-porta…

Em Queluz

O nosso problema não é falta de dinheiro, é falta de governantes que saibam distinguir o essencial do acessório, e saibam estabelecer prioridades de investimento de uma forma estratégica, honesta, justa.

Este desabafo não é contra o Segway, nem contra os veículos eléctricos, é com as pessoas que gerem este país que também é o meu.

June 26, 2006

Moi by Jung

Posted in up close & personal at 10:14 pm by Ana

ISTJ
Introverted (I) 69.23% Extroverted (E) 30.77%
Sensing (S) 55.81% Intuitive (N) 44.19%
Thinking (T) 62.16% Feeling (F) 37.84%
Judging (J) 71.05% Perceiving (P) 28.95%

ISTJ
“Trustee”. Decisiveness in practical affairs. Guardian of time- honored institutions. Dependable. 11.6% of total population.

Free Jung Personality Test (similar to Myers-Briggs/MBTI)

ISTJ

responsible, planner, private, loner tendencies, perfectionist, organized, detail oriented, organized, would rather be friendless than jobless, realistic, observer, clean, focused, does not talk about feelings, finisher, punctual, private, does not appreciate strangeness, not adventurous, not spontaneous, follows the rules, dutiful, avoids mistakes, conventional, likes solitude, insensitive to the hardships of others, prepared, anti-tattoos, things rules are important, cautious, security seeking, prepares for worst case scenarios, logical, analytical, does not accept apologies easily, hard working

favored careers:

data analyst, scientist, researcher, engineer, financial planner, statistician, office worker, government employee, lab technician, nuclear engineer, office manager, biomedical engineer, account manager, ceo, investment banker, analyst, academic, systems analyst, pharmacy technician, network admin, genetics researcher, research assistant, strategist

disfavored careers:

entertainer, artist, filmmaker, musician, actor, fashion desinger, singer, music journalist, comedian, massage therapist, photographer, dj, model, author, bartender, painter, school counselor

Não percebi aquela do “anti-tattoos”! lol

June 24, 2006

BumpTop 3D Desktop Prototype

Posted in videos at 2:23 pm by Ana

Muito bom! Espreitem o video aqui! 🙂

Um protótipo muito interessante

Resumo da semana

Posted in up close & personal at 2:07 pm by Ana

Esta semana tenho andado a estudar pró exame de QF2. No outro dia estava a passar-me com o pessoal a falar na Biblioteca da FCUL. Pensei "epá, tenho mesmo que comprar um leitor de música, que isto assim não dá!". Tenho uns tampões para os ouvidos que costumo usar nestas alturas, mas este ano ainda não usei. Porque é chato ter que estar sempre a por e a tirar aquela borracha dos ouvidos. E às vezes não impede que oiça a conversa dos outros. Resolvi ir comprar um gadget qualquer tipo iPod ou assim.

No final desse dia passei pela Fnac do Colombo e fui espreitar. Aquilo estava um caos, e a princípio achei esquisito tanta gente no centro comercial a uma 2ªf às 19h… E a Fnac então estava a abarrotar como nunca tinha visto. E montes de pessoas com montes de putos… Como fiquei logo à entrada na zona dos aparelhos de música ainda me consegui mexer. Depois percebi que a loucura (e foi mesmo loucura, até tiveram que fechar as portas e chamar a polícia para impedir mais gente de entrar!) se devia a uma sessão de autógrafos da actriz da telenovela da Sic Floribella!! Andei por lá a ver as nano-coisas todas e pensei mesmo num iPod. Mas achei aquilo caríssimo! Fui para casa e pedi uma consultadoria ao Bruno. 😉

Nos dias seguintes vimos uns produtos na net e ontem fomos ao Media Markt. Lá optei por um ZEN Microphoto da Creative de 6 GB. Andei a experimentar uma data de headphones e lá me decidi por um. O senhor que lá estava e que nos atendeu sempre foi muito prestável. 🙂 O Bruno (com a sua paixão por música e DJing) sugeriu-me que investisse nuns bons phones porque compensaria. Eu estava mais procupada com a capacidade de isolamento do ruído exterior do que a qualidade técnica do som. Mas acabei por conciliar bem as duas coisas, com os K 81 DJ da AKG. 😀 Claro está que depois de tão demorado processo de selecção descobrimos que já não havia nenhuma caixa, só havia mesmo o de teste exposto… Resolvemos ir então ao C.C.Colombo logo ali ao lado. O Bruno disse logo que íamos a pé, não valia a pena levar o carro. Andámos um bocadinho mas eu comecei a pensar que aquilo ali não tinha passagem pedonal para o outro lado da 2ª Circular. Andámos mais um pouco e acabou o passeio. The usual. Tivémos que ir buscar o carro. How fucking dumb is that? Para andar umas centenas de metros… Aquele Estádio da Luz e todo o acesso à zona comercial é de fugir. Só alcatrão. Mete medo ao susto. Parece um guetto qualquer pobre de meios e pobre de espírito. Até deprime passar por lá…

Na Fnac não havia os phones que eu queria. Fomos à Worten. Tinham-nos e também tinham o ZEN. Aí, optei por trazer o de 8 GB porque a diferença de preço compensava. E assim dei 219 € pelo ZEN mais 72.99 € pelos phones.

Brand new goodies

Foi uma machadada nas minhas economias que tinha amealhado desde miúda, com as prendas em dinheiro e os trabalhos de Verão. Mas não tenho vícios, não saio à noite, ultimamente não tenho ido ao cinema nem alugado filmes. Não fui fazer Erasmus nem vou poder fazer o almejado Interrail. I think i deserve a little pampering! Valeu bem a pena. O som é brutal! 🙂 Acho que recuperei o gozo de ouvir música. Há anos que me limito a ouvi-la no carro e de manhã com o despertador.

Infelizmente o aparelho só dá para usar em Windows (ou seja tenho que passar a música do PC para o ZEN usando Windows). Não lê oggs, que é o formato aberto de música. 😦 E parece que também não dá para usar o serviço do iTunes (só com um iPod).

Queria começar por passar a música dos CDs que tenho a apanhar pó para o ZEN a ver se volto a usufruir deles. Afinal de contas, paguei-os e não os uso. Também queria começar a comprar músicas online. Não faz sentido ter que comprar um CD inteiro por causa de uma ou duas músicas. E não faz sentido comprar um CD quando eu quero a música num suporte diferente. É um desperdício de dinheiro e de matéria-prima.

Mas mesmo que consiga comprar músicas estrangeiras, como faço com as portuguesas? Não há nenhum serviço português que venda músicas online à peça, ou há? E agora tenho ouvido umas músicas portuguesas fixes que até queria ter. 😦

Apesar das limitações tecnológicas estou contente com a compra e sinto-me mesmo sortuda por poder usufruir de um prazer tão grande como o é ouvir música de que gosto com esta qualidade de som. 🙂

O Bruno estava a "gozar" comigo a dizer que eu já me transformei numa autêntica geek. Só porque uso um SO alternativo, sou viciada na net e nalgumas das suas ferramentas, tenho um telemóvel 3G (que é uma grande merda, a propósito! Fujam do Motorola V980, it's a piece of junk), comprei recentemente uma máquina fotográfica digital que levo para todo o lado e agora o leitor de música e os phones de DJ. 😛 Se calhar até tem um bocadinho de razão. Estou a tornar-me digital! lol Já não é só a lógica da banana que passou a digital, é a própria banana! 😛

Hoje vou à Tertúlia da Massa Crítica! Infelizmente já não poderá ser de bicicleta. 😦 Tenho que ir ao médico antes porque acho que tou "a chocar alguma". 😦 Já estraguei o dia de estudo que tinha planeado. E amanhã vou de novo à terra, ver o meu avô e também para o aniversário da minha avó. Na 4ªf vai haver um Seminário sobre o uso da tecnologia (Moodle) no ensino e na aprendizagem na FCTUNL que parece interessante mas não vou poder ir. 😦

Esta semana temos tentado uma approach diferente. Ficamos na FCUL até mais tarde e também chegamos lá mais tarde. Geralmente só começamos a estudar bem depois do almoço. Acho que até tem funcionado melhor. Geralmente começo a conseguir concentrar-me melhor por volta das 17h30… E assim antes posso ir à net, ler uma revista ou um jornal, conversar com o Bruno… Quando pego nos papéis a minha mente está um bocadinho menos cluttered e ansiosa.

Esta semana consegui ir nadar duas vezes e fomos de bicicleta para a FCUL outras duas vezes. 😀 Já pus o percurso no Wayfaring mas ainda não o completei com as notas e as fotos que tenho tirado. É um work in progress. 🙂

IMGP0463

Na última vez, quando estávamos a preparar as bicicletas para regressar a casa, uma rapariga meteu conversa connosco. Ficou em choque quando lhe dissémos que vínhamos de Oeiras, a 20 km. 😉 Realmente, quando olhámos para o percurso no mapa ficámos um bocado naquela… É bué! Mas quando estamos a fazer o percurso, a pedalar, não nos apercebemos. É normal, é simples, é agradável. É perfeitamente exequível. Não é uma cena radical nem para superatletas (até porque nós estamos muuuuuuuuuuuuuuito longe de sermos uns atletas). E é tão fixe começar o dia por fazer algo que nos dá gozo! E melhor, saber que no fim do dia, ao voltar pra casa ainda vamos voltar a fazer algo de que gostamos! Isso não acontece de carro! E ter outros ciclistas a acenar-nos, é tão giro! Quando vamos de carro ninguém nos acena (not in a nice way, anyway). Esta envolvência de pertencer a uma minoria é engraçada. 🙂 E mesmo os peões metem conversa, e alguns automobilistas apitam e sorriem (alguns num tom meio jocoso, é certo). Desde que comprei o "computador de bordo" que já acumulei 270 km de bicicleta! Já quase que dá para ir ao Algarve! lol

Na 4ª-feira fomos assistir à conferência do Professor António Câmara, subordinada ao tema "O Mercado", integrada no ciclo "A Ciência e a Cidade" da Fundação Gulbenkian. Foi interessante. 🙂

Pricing na prostituição

Posted in toughts running wild at 12:52 pm by Ana

Porque é que as pessoas (nomeadamente os media) se referem à actividade da prostituição como "vender o corpo"?

Uma prostituta ou prostituto vende um serviço. A não ser que se vendesse num contrato de escravidão é que além do serviço venderia o corpo. Ou não? Alguém que vende as suas ideias não "vende a alma" nem nada do género, certo? 😛

Pergunto-me como estabelecerão eles os preços dos seus serviços… Imaginem uma prostituta. Ela pode apenas vender o corpo. O cliente chega and all he really wants or needs is to screw somebody. A mulher pode ficar ali imóvel enquanto o cliente basicamente usa o seu corpo. Provavelmente isto sempre aconteceu com os casais das melhores famílias. 😉 Neste caso a mulher teria alugado o seu corpo (nunca vendido o seu corpo). E não teria fornecido serviço algum. Este tipo provavelmente faria um melhor investimento num brinquedo como a Fleshlight! 😛

Penso que este tipo de cliente será uma minoria. A maioria quer "serviços" que colmatem carências que eles não conseguem satisfazer com as namoradas ou mulheres, ou sem ser pagando a alguém… Assim, a mulher cobra dinheiro por um serviço. Que, claro, envolve o uso do seu corpo. Tal como alguém usar os braços a trabalhar numa fábrica. É um serviço.

Eu não compreendo como pode alguém envolver-se sexualmente com um desconhecido ou com alguém por quem não sente nada. Só a ideia acho arrepiante. Independentemenete de ser um relacionamento de troca comercial ou uma one night stand reciprocamente gratuita. 😉 Mas isso é a minha opinião e as minhas preferências. Seria imbecil querer impô-las a terceiros. Eu acho que cada um tem o direito de fazer o que bem entender com a sua vida e o seu corpo. E prostituir-se é um direito.

Acho um drama horroroso o problema (crescente) do tráfico humano e do rapto de mulheres e crianças para trabalho escravo, nomeadamente de natureza sexual. Mas a solução (?) não pode passar pela restrição da liberdade individual e a imposição de valores "morais".

Não é porque há pessoas a trabalhar na prostituição que o fazem obrigadas e são escravizadas que se vai proibir a prostituição. Senão também deviam proibir a apanha de morangos e afins porque há trabalhadores a trabalhar em regime de enprisionamento e escravidão nalgumas quintas por essa Europa fora. Faz sentido este raciocínio?

Sabiam que há um Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Sexo? E a fundadora é portuguesa. 🙂

June 20, 2006

Abaixo a TV Cabo!

Posted in notícias at 1:11 pm by Ana

Quer dizer, primeiro tiram-nos o canal GNT e põem-nos lá aquela treta da TV Record ou lá o que é, e agora vão tirar-nos o canal SIC Mulher?!?!?!!! (notícia no Público de hoje: http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?sid=9248) Chulos! Daqui a bocado tiram-nos o People & Artes, o Odisseia, o National Geographic e o AXN. E Já agora o História e a SIC Comédia. Daqui a pouco não vale a pena ter cabo…

É o adeus à Oprah, à Juíza, à The Division, ao Eles sobre Elas e ao Elas sobre Eles, ao Sexo e a Cidade, e ao Diferenças entre Iguais!!! Oh nooooooooo!

Não é justo! 😦

June 19, 2006

Tertúlia Massa Crítica – 24 de Junho, Lisboa

Posted in eventos & Cia, mobilidade at 10:02 pm by Ana

Passo a divulgar. Já imprimi uns quantos e amanhã distribuo-os pela FCUL! Divulguem vocês também! 😉

Press Release – panfleto, frente – panfleto, verso

Ver anúncio no site da Cores do Globo.

Panfleto
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Convite

Tertúlia Massa Crítica

24 de Junho

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Numa altura em que o preço do petróleo atinge níveis históricos e em que os espaços urbanos são cada vez mais dominados por grandes vias rodoviárias e locais de estacionamento de automóveis, é urgente reflectir sobre formas de mobilidade alternativas, simultaneamente preservadoras do meio ambiente e da qualidade de vida dos moradores da cidade. É por estas razões que a Cores do Globo – Associação para a Promoção do Comércio Justo convida participantes do movimento Massa Crítica para uma tertúlia no Sábado, dia 24 de Junho. Será apresentado o movimento e debatida a viabilidade da utilização da bicicleta e de outros meios de transporte não motorizados em Lisboa. Será também exibido o filme Still We Ride. Esta tertúlia terá lugar no colorido espaço dos Crew-Hassan, na Rua dePortas de Sto. Antão, mesmo ao pé do Coliseu…

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Programa

17h30 – O que é a Massa Crítica?

o Apresentação do Movimento Massa Crítica

o Sessão de Perguntas

18h15 – É possível usar a bicicleta em Lisboa?

o Apresentação de Percursos Diários

o Alterações do Código da Estrada

o Apresentação do Trajecto Farol

o Como encorajar o uso da Bicicleta?

o Sessão de Perguntas e Debate

20h – Jantar Vegetariano

21h – Filme

o Still We Ride (50 min.)

Um filme que conta como em mais de 200 cidades do mundo, a Massa Critica tornou-se num ritual na última sexta-feira do mês.

http://www.tedwhitegreenlight.com/cm.htm

o Debate

Haverá também uma banca de produtos de Comércio Justo.

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Local

Crew Hassan CRL

Rua das Portas de Santo Antão, nº 159, 1º andar

Lisboa – Restauradores, junto ao Coliseu

Por um Mundo mais justo…

http://www.coresdoglobo.org http://www.massacriticapt.net http://www.crewhassan.org

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Velhice precoce

Posted in up close & personal at 2:50 pm by Ana

Aqui estou eu, na Biblioteca de Química da FCUL, a tentar estudar para aquele malfadado exame de Química-Física 2. Sinto-me impotente. Sinto-me burra, lenta. Andei a queimar os meus neurónios nestes últimos 7 anos da minha vida à custa de muito marranço, demasiado trabalho e pouco lazer, muita pressão e imenso stress psicológico e emocional. Sabiam que o stress mata-nos o sistema imunitário e faz-nos buracos no cérebro? O stress é a pior doença possível, porque não se vê mas mata-nos devagarinho, e eu já nasci com ela. Pode parecer brincadeira ou exagero, mas eu sinto real e objectivamente cada vez mais a degradação das minhas capacidades intelectuais. A memória, a agilidade mental, a concentração e a perseverança, que me permitiram ser sempre a melhor aluna até ao fim do Secundário, sem nenhum esforço especial, e que me permitiam gostar de aprender coisas sozinha, têm vindo a sofrer uma downfall acentuada. E não há nada que eu possa fazer. Muitas pessoas acreditam que nós não somos o nosso corpo, que a nossa identidade, o nosso "eu" é algo imutável e independente da "matéria corpórea". Eu sei que eu sou o meu corpo. O que eu sou está no meu cérebro e é dele um produto. Por isso, constatar que a minha personalidade está a mudar devido a alterações nas minhas capacidades intelectuais, é algo assustador… Pensei que isto só fosse acontecer daqui a mais umas décadas… 😦

Será que isto é normal e toda a gente sente o mesmo ou será que é só comigo? E se for sinal de algum problema, será só consequência daquele maldito "esgotamento em cAMP" que tive há uns 6-7 anos? Às vezes penso que devo ter alguma doença neurodegenerativa qualquer. Ler muito também dá nisto, vejo coincidências nos sintomas de uma data de doenças. 😛

Este sábado fui outra vez à terra do meu pai, o meu avô finalmente saiu do hospital onde esteve umas 3 semanas devido a uma pancreatite. No entanto o seu estado é frágil e de dependência. Ter visto o meu avô num estado tão debilitado também me assustou bastante. Um homem "rijo", que entregava e carregava sacas de ração de 50 kg há meia dúzia de anos, vê-lo agora de repente sem conseguir andar e a precisar de ajuda pra tudo é um bocado chocante… O meu avô tem Parkinson, diagnosticado há alguns anos. E pelos vistos o pai dele também teve a doença… E tem má circulação, tal como o meu pai e tal como eu. As probabilidades genéticas não jogam a meu favor…

Acho que é por esta inevitabilidade da vida que as pessoas têm filhos. Uma família grande tem capacidade de gerir melhor as suas riquezas e as suas fraquezas. Se eu não tiver filhos, quem cuidará de mim quando eu precisar? Mas depois as pessoas dizem que quem não quer ter filhos é por egoísmo. Mas o impulso de ter filhos não será em si mesmo egoísmo maior? "Ter filhos para ter alguém para cuidar de mim" não me parece propriamente um propósito altruísta. Muitas pessoas não querem ter filhos por motivos bem mais abnegados: porque não acham que seriam bons pais, ou não querem trazer crianças a um mundo como este, ou não acham que conseguiriam dar às crianças aquilo que acham que elas merecem. Ou porque estão muito envolvidos no seu trabalho, que consideram importante (em voluntariado, ou em activismo político, social, ambiental, etc), e terem filhos iria afastá-los desses projectos, o que seria uma perda para a comunidade. Quem tem filhos tem mais telhados de vidro e está sujeito a outro tipo de pressões e exigências pessoais.

Bolas, a vida é uma cena mesmo lixada.

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