June 24, 2006

Pricing na prostituição

Posted in toughts running wild at 12:52 pm by Ana

Porque é que as pessoas (nomeadamente os media) se referem à actividade da prostituição como "vender o corpo"?

Uma prostituta ou prostituto vende um serviço. A não ser que se vendesse num contrato de escravidão é que além do serviço venderia o corpo. Ou não? Alguém que vende as suas ideias não "vende a alma" nem nada do género, certo?😛

Pergunto-me como estabelecerão eles os preços dos seus serviços… Imaginem uma prostituta. Ela pode apenas vender o corpo. O cliente chega and all he really wants or needs is to screw somebody. A mulher pode ficar ali imóvel enquanto o cliente basicamente usa o seu corpo. Provavelmente isto sempre aconteceu com os casais das melhores famílias.😉 Neste caso a mulher teria alugado o seu corpo (nunca vendido o seu corpo). E não teria fornecido serviço algum. Este tipo provavelmente faria um melhor investimento num brinquedo como a Fleshlight!😛

Penso que este tipo de cliente será uma minoria. A maioria quer "serviços" que colmatem carências que eles não conseguem satisfazer com as namoradas ou mulheres, ou sem ser pagando a alguém… Assim, a mulher cobra dinheiro por um serviço. Que, claro, envolve o uso do seu corpo. Tal como alguém usar os braços a trabalhar numa fábrica. É um serviço.

Eu não compreendo como pode alguém envolver-se sexualmente com um desconhecido ou com alguém por quem não sente nada. Só a ideia acho arrepiante. Independentemenete de ser um relacionamento de troca comercial ou uma one night stand reciprocamente gratuita.😉 Mas isso é a minha opinião e as minhas preferências. Seria imbecil querer impô-las a terceiros. Eu acho que cada um tem o direito de fazer o que bem entender com a sua vida e o seu corpo. E prostituir-se é um direito.

Acho um drama horroroso o problema (crescente) do tráfico humano e do rapto de mulheres e crianças para trabalho escravo, nomeadamente de natureza sexual. Mas a solução (?) não pode passar pela restrição da liberdade individual e a imposição de valores "morais".

Não é porque há pessoas a trabalhar na prostituição que o fazem obrigadas e são escravizadas que se vai proibir a prostituição. Senão também deviam proibir a apanha de morangos e afins porque há trabalhadores a trabalhar em regime de enprisionamento e escravidão nalgumas quintas por essa Europa fora. Faz sentido este raciocínio?

Sabiam que há um Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Sexo? E a fundadora é portuguesa.🙂

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