September 18, 2006

O meu Domingo

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, mobilidade at 10:04 pm by Ana

No Domingo fui com o Bruno passear para a Marginal, de bicicleta. Mas fizemos a cena “à séria”, fomos até lá também de bicicleta (em vez de as levar de carro, estacionar num sítio ao pé e depois sacar das jingas). 😉 A Sofia estava meio adoentada e acabou por não ir connosco.

Foi agradável, soube muito bem sentir o cheiro a mar a ouvir o som das ondas a rebentar na areia e nas rochas. Num dia normal isso seria “soterrado” pelo ruído e pela poluição dos automóveis. Foi bom ver as pessoas a usufruir da Marginal, umas a caminhar, outras (muitas!) de patins, alguns empurravam carrinhos com bebés, outros levavam putos atrás, na bicicleta, outros em atrelados, viam-se putos em jingas com rodinhas, outros já mais autónomos, uns em trotinetes, vimos duas bicicletas tandem, um triciclo, e um puto num carro a pedais tipo os GoKarts do Parque das Nações. Vimos duas pessoas em bicicletas com motor eléctrico, um senhor mais velho e uma rapariga nova, esta tinha uma ilegal, que anda sem darmos aos pedais – cá têm que ser pedalec. Vimos imensas pessoas em bicicletas da Lisboa Bike Tour, o que prova que muita gente foi a esta para arranjar uma bicicleta barata. Vi um homem numa cadeira de rodas a ser empurrado por um amigo. Devia ser Marginal Sem Carros uma vez por mês. 😉

Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Fomos espreitar o Porto de Recreio de Oeiras, porque na última vez ainda estavam os estabelecimentos comerciais por abrir. Agora está cheio de esplanadas. No Domingo estavam lá muitas bicicletas estacionadas enquanto o pessoal tomava qualquer coisa na esplanada, mas não sei como é nos outros dias. Não há nenhuma estrutura de estacionamento para as bicicletas, a malta limita-se a encostá-las aqui e ali. 🙂

Bicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de OeirasBicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de Oeiras

A seguir passámos na Telepizza de Santo Amaro e comprámos umas pizzas. 🙂 Seguimos para o Jardim da Quinta dos Sete Castelos alguns metros mais à frente. Tirei umas fotos aos muitos postes plantados no meio do passeio. Vergonhoso…

Fileira de obstáculos no passeio!

[No dia 14 fui ao dentista à Amadora; a rua Elias Garcia, que passa em frente ao C.C. Babilónia é muito movimentada, não é pedonal mas os passeios andam cheios. Para atravessar tive que carregar num botão para o semáforo ficar verde. Aí tive um embate de uma realidade que no estrangeiro me tinha já desabituado. Tive que esperar uns 60 segundos até aquilo ficar verde! Lembrei-me da Suiça, montes de passadeiras ao longo da rua, e o sinal dos peões caia quase imediatamente para verde quando carregávamos no botão. Mostra a diferente atitude para com as pessoas num país e noutro…]

Bom, lá fizémos o nosso piquenique no jardim e depois ficámos por ali, sentados numas cadeiras reclinadas, à sombra a ler as revistas Única (jornal Expresso) e Tabu (jornal Sol).

À sombra no jardim, a ler

Mais tarde passámos para o relvado. Nesse dia havia lá muito mais gente do que nas vezes anteriores. É um sítio mesmo agradável. 🙂

Tarde de leitura no jardim

A propósito do Sol, gostei do jornal. Principalmente da secção “Mundo Real” no caderno principal. Na Única gostei de ler o artigo sobre a Cientologia. De partir a rir. Ou de chorar, conforme a perspectiva. Será que não há gente sã neste mundo? Aquele pessoal de Hollywood também tem umas pancadas valentes… Nunca pensei que o Tom Cruise (que sempre admirei) fosse assim tão completamente louco. Só lendo a história… A Madonna (que “segue” a Cabala) aconselhou o governo Britânico a usar um fluido místico da religião dela na limpeza de um resíduo radioactivo, porque acredita que pode ter efeitos curativos mágicos (!). Give me a break!!!

É só totós! Tudo a acreditar em fadas, deuses, mágicos e super-poderes!! Está tudo louco, mesmo. Antes pensava que uma guerra nuclear (a 3ª guerra mundial, previa-se) seria terrível, mas cada vez mais acho que antes virá uma guerra religiosa global muito pior, todos contra todos, a aniquilarem-se mutuamente porque não acreditam nas mesmas personagens e histórias mitológicas e não toleram a divergência nas crenças, afinal há milhentas religiões no mundo, tantas quanto os malucos que decidem ser “Deus na Terra”.

Não consigo pensar numa característica geográfica, étnica, linguística, física ou de pensamento intelectual (gostos pessoais e ideias políticas) que me leve a sentir uma cisão tão profunda entre mim e terceiros quanto a crença religiosa. É como sentir-me uma alien num planeta desconhecido.

O Expresso vai começar a oferecer (por +6€) uma edição limitada e exclusiva da Bíblia, comentada por um padre. Talvez isto seja um sinal para eu optar pelo Sol…

Uma cena fixe que vi na Única foi o Sleeptracker. Pena ser tão caro… 😦

Na Tabu veio um artigo sobre uma família grande, a matriarca teve 10 filhos e as filhas também tiveram proles extensas. E ficaram em casa. Percebo a paixão de querer ter filhos, muitos. Só não percebo como pode ser visto como normal uma mulher dizer que “estudava sem interesse nenhum porque já sabia que não ia trabalhar”. Ou quando alguém lhe pergunta o que quer ser quando for grande, responder “mãe!”. Se fosse um homem a dizer isto, já soava um bocado esquisito, não? E se um homem só quiser ser “pai”? Fixe n’é? Não é preciso estudar nem trabalhar, é só ter filhos e cuidar deles, em casa. E também não é preciso estudar para ter e criar filhos… Don’t get me wrong, não tenho nada contra stay-at-home-moms. Só me arrepiam aquelas que se definem apenas com a maternidade, e nunca são nada além de mães e domésticas. Claro que depois tornam-se católicas e vêm defender “os valores da família”. Têm que defender a imposição de um modelo social muito mais restrito e severo para que os maridos não as abandonem quando os filhos já estiverem criados.

Estou a planear passar a andar de transportes públicos novamente. Mas com a bicicleta como elemento essencial de inter- e multi-modalidade. Ainda estou à espera dela, quero comprar uma dobrável. Entretanto, queria ir na minha bicicleta (a Btwin’7) para a FCT-UNL, nas próximas 4 semanas. Hoje estive a ver os preços e condições de transporte de bicicletas no comboio e barco. Fiquei muito frustrada. No comboio, mesmo que pague, não a posso levar das 7h às 10h… No barco só há limitação do nº de bicicletas a bordo (6), mas os preços são sempre desencorajadores. Alguém me explica porque é que (na carreira Belém-Trafaria) um animal de companhia paga o mesmo que uma pessoa (0.75 €) e menos que uma bicicleta? Posso levar as minhas malas de viagem ou a tábua de passar a ferro que comprei no supermercado, sem pagar mais por isso, mas a bicicleta, especificamente, paga 1.60 € por viagem! Além de discriminação de bagagem, eles ignora m totalmente o facto de uma bicicleta ser um meio de transporte complementar do deles, que se encontrasse mais facilidades talvez lhes subisse a clientela.

Acho que a minha melhor hipótese é o comboio da ponte, que é gratuito para as bicicletas e a restrição da hora de ponta não me afecta porque vou contra-corrente. Só que o problema é: como vou apanhar esse comboio?… É um grande e desnecessário desvio…

Preciso mesmo de uma dobrável to dodge all this stupid obsolete directives

September 14, 2006

A Marcha dos Pinguins (featuring a banana!)

Posted in featured on Flickr!, imprensa, movimentos, up close & personal at 10:50 pm by Ana

A Marcha dos Pinguins - Parte 1A Marcha dos Pinguins - Parte 2A Marcha dos Pinguins - Parte 3A Marcha dos Pinguins - Parte 4A Marcha dos Pinguins - Parte 5

Eu sou a gaja (sim, só aparece uma) do PC com as entranhas em tom de azul (sugestão do Bruno, claro), e com alguns CDs de UBUNTU “casualmente” em display, eheheh! 😛

Achei o título muito giro. 😉 E o artigo também está fixe. É bom ver que estas questões começam a ter alguma visibilidade nos suportes media tradicionais. Claro que há uma míriade de assuntos relacionados que passam completamente ao lado da esmagadora maioria dos portugueses, como as patentes (de software ou outras, como as da biotecnologia) e as questões e as polémicas do copyright e do fair use (DRM e demais chulices).

Fiquei surpresa ao saber que a ANSOL só tem 50 sócios. Then again, acho que o Bruno (um deles) já me tinha referido isso há tempos. Tenho que me tornar sócia também para aumentar as fileiras oficiais. 🙂 Talvez com mais gente consigam assinalar decentemente o Software Freedom Day, pelo menos algo mais que organizar uma almoçarada e distribuir uns CDs… :-/

September 12, 2006

Bike commuters na imprensa portuguesa

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, imprensa, mobilidade, sociedade at 5:12 pm by Ana

No dia 10 de Setembro saiu um artigo no Público sobre os utilizadores “non-recreational” de bicicletas em Portugal. Pode ser lido aqui:

P.S.: Mais um passeio de bicicleta. No site da FERTAGUS:

Passeio Pais e Filhos

«No âmbito da Semana da Mobilidade a Fertagus irá promover em conjunto com o Clube Ciclismo de Almada, um passeio de bicicleta no dia 16 de Setembro pelas 10h. Este passeio terá partida na estação do Pragal, com direcção ao Parque da Paz em Almada e regresso novamente à Estação do Pragal, onde será sorteada uma bicicleta de criança.

O passeio denominado “Passeio Pais e Filhos”, tem como propósito sensibilizar a faixa etária mais jovem para as questões de deslocações e do ambiente, tendo também como objectivo proporcionar uma manhã de saudável convívio entre as crianças e os pais, num animado passeio de bicicleta.»

September 11, 2006

Lisboa e as bicicletas

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, mobilidade, política nacional, sociedade, videos at 9:50 pm by Ana

Ontem lá fomos à Lisboa Bike Tour

À espera na ponte

Não posso dizer que tenha gostado muito. Achei fraco, mal organizado, desinteressante, e sem o ambiente de celebração que se esperava. Não sei o que terá pensado a maioria dos participantes, mas o entusiasmo que a iniciativa despertou foi imenso, as 4000 inscrições esgotaram em 9 dias e o meu post neste blog teve imensos hits (695 só desde o dia 4 de Setembro).
À noite vi a peça da RTP sobre o evento (eles disponibilizam os videos dos telejornais, mas há umas semanas mudaram o sistema e agora aquilo não funciona em Linux; bimbos do caraças…), mas o que se mostrou não traduz o que aconteceu para todos os participantes. Só o pessoal perto da linha de partida é que teve direito a música, animação, e sinal de partida, bem como “recepção” à chegada.

As bicicletas estavam mal montadas (as minhas, como muitas outras que vi, tinham as mudanças mal montadas, fazendo com que eu não visse nada quando as utilizava. Houve um senhor ao pé de nós a que caiu um pedal; teve sorte não ser num momento em que ele se estivesse a apoiar bem nele, podia ter-se magoado… Já para não falar na pintura riscada e nas mossas. Fartámo-nos de ver pessoal apeado com avarias ou defeitos nas bicicletas. Outros nem tiveram direito a uma (quando estávamos à espera da cena começar passaram grupos de pessoas a pé que tinham sido largadas pelos autocarros mais tarde e mais atrás na ponte e que já não encontraram bicicletas, tendo que ir andando pela ponte à procura de mais, “Lisboa Foot Tour”…). Não gosto daquele sistema de mudanças e tive dificuldades a usá-las, mas o que me lixou mais foi o selim, que era péssimo e tornou o “passeio” muito desconfortável…

Ao contrário do que anunciaram, não vimos equipas de auxílio técnico nenhumas nem antes nem durante o passeio. Vimos sim pessoas em bicicletas para assistência médica. Quem não encontrou bicicleta funcional lixou-se, e quem encontrou defeitos ou teve avarias na sua teve que se desenrascar sozinho, sem ferramentas nem nada. Se todos pagaram o mesmo e se chegaram lá até à hora estipulada, todos teriam direito a uma bicicleta em condições, ou assistência para rectificar as faltas e corrigir os problemas. Isso não aconteceu. Com patrocinadores de tão alto gabarito esperava-se mais.

A mochila que eles ofereceram também era uma chinesice qualquer. A minha tinha defeitos (faltavam presilhas), a do Bruno partiu-se quando ele puxou uma presilha.

Tirei meia-dúzia de fotos (ver aqui) e uns videos (brevemente disponíveis aqui). O Bruno lembrou-se e levou de casa uns papéis de “activismo político” que colocou no lugar das bandeirinhas dos patrocinadores. 😉

Alerta pol�tico

Acho que ninguém reparou, além de um casal que se aproximou pra ler a nos apoiou. A maior parte das pessoas ali nem em lazer costuma andar de bicicleta, concerteza, pois nem sabem circular como deve ser…
O passeio em si não foi o que eu esperava. O piso era fixe e a dificuldade do percurso foi canja (fiquei abismada quando vi pessoas na TV a queixarem-se que aquilo tinha sido “puxado”, além de ouvir os lamentos de terceiros ao longo do passeio, e pessoas a levar a bicicleta pela mão, diz muito acerca da forma física dos portugueses…). Mas a vista da ponte não era nada de especial, é mais bonita a do lado Sul do rio, a do lado Norte é feia. Então a parte já em terra, em que andámos ali às voltinhas até chegar ao Parque das Nações foi a pior. Paisagem seca, árida, cheia de lixo, prédios feios, alcatrão.

Depois chegamos ao Parque das Nações, outrora um espaço privilegiado de Lisboa, agora cada vez mais abandonado e progressivamente menos pedonal, menos silencioso, respirável e espaçoso, visto abrirem mais vias ao trânsito a cada dia. Daqui a nada é mais outro espaço típico de Lisboa, em que só se ouve, respira e vê carros por todo o lado, a circular e estacionados selvaticamente por todo o lado. No entanto, não se vêm autocarros nem outro transporte público a circular pelas vias agora abertas ao trânsito automóvel… Um eléctrico/metro de superfície (“tram”) era fixe…

Smart estacionado

[Fixe com um Smart. 🙂 ]

Carro estacionado

[Doesn’t quite work for this one, tough. E bimbos destes há praí aos pontapés…]

Este evento deveria ter sido aberto a mais gente, e para cada um levar a sua bicicleta própria. E devia ter começado do outro lado da ponte, para a podermos (todos) percorrer integralmente. Devia ser manifestação de uma preocupação e de uma tendência mais séria na direcção da promoção da bicicleta como meio de transporte privilegiado e instrumento de lazer universal. Mas não, foi apenas areia para os olhos, umas migalhas. O facto de Lisboa não aparecer na lista das cidades europeias que participam na Semana Europeia da Mobilidade e/ou no Dia Europeu Sem Carros confirma o desinteresse (embora baste tentar circular por Lisboa de outra forma que não dentro de um automóvel, nomeadamente a pé, de bicicleta ou com uma cadeira de rodas/carrinho de bebé/outro-qualquer-extra-com-rodas para sentir na pele a negligência).

Oeiras volta a participar em 2006. O programa tem algumas coisas “palpáveis” interessantes. Para além de podermos passear pela Marginal Sem Carros no dia 17 de manhã (não quero faltar!!), há umas iniciativas interessantes com a CP relativamente ao transporte das bicicletas nos comboios e à eliminição de barreiras arquitectónicas. Espreitem o programa aqui.

Também o GEOTA e a FPCUB organizam passeios neste dia.

P.S.: No Parque das Nações reparámos numa espécie de quiosque de internet… O Raspanêt, permite navegar na rua.

Quiosque Raspanêt - frente

Só achámos estranho não estar nada identificado nem bem assinalado para a função que desempenha, e o facto de não funcionar com moedas. Temos que ir comprar um papel com o código de acesso a um sítio que não pareceu estar indicado em lado nenhum… A nós pareceu-nos uma cena um bocado imbecil… Já estou a imaginar a utilidade que aquilo tem para os turistas (sim, porque um não-turista não vai para o meio da rua, sujeito ao clima e sem se poder sentar, ver os mails ou conversar no messenger…) … Enfim.

July 22, 2006

O Café do Senhor

Posted in featured on Flickr!, imprensa, insólito, notícias, teísmos at 11:14 pm by Ana

O primeiro café do género na Península Ibérica, abriu na Amora, Seixal.

Um “café cristão“. E o que é isso, perguntam vocês. É um sítio onde se pode ir à missa, ler a bíblia e estar com outros “cristãos”. Uma espécie de Igreja privada, um chill out para crentes.

Não se pode fumar (louvável), não se vende álcool (pensava que isso era com os islâmicos), não se pode jogar (não especificam a quê, será que o jogo do galo passa?), não há jornais sobre as mesas mas apenas bíblias (não se esqueçam que ler jornais e navegar na web é pecado) e a decoração é “espartana”. A mim parece-me um sítio meeeeeeeesmo apelativo (not!).

Isto até seria preocupante, se não fosse tão simplesmente risível.

Supostamente, a iniciativa visa 2 propósitos: angariar receitas para um projecto de ajuda a toxicodependentes e evangelização. É impressão minha ou a Igreja Católica não faz obra social nenhuma que não esteja associada a uma campanha de “evangelização” e conversão? “Estás com fome? Toma lá comida. E agora abraças o catolicismo, ceeeerto?“. Não me parece muito desinteressado ou abnegado.

Se a religião e o catolicismo é uma cena assim tão boa, porque têm tanto trabalho a vendê-la e impingi-la aos outros? As coisas boas pegam por elas próprias depois de as pessoas tomarem contacto com elas. Ou não?

O Café do Senhor - Parte 1O Café do Senhor - Parte 2

O Café do Senhor - Parte 3O Café do Senhor - Parte 4

O site deles condiz com o resto…

July 16, 2006

Novos Grupos no Flickr

Posted in featured on Flickr!, sites at 6:41 pm by Ana

Hoje criei dois Grupos no Flickr:

FCT-UNL

«Tudo o que tenha a ver com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (http://www.fct.unl.pt). Fotos do campus, de eventos, conferências, festas, laboratórios, experiências,…

Uma maneira de construir um scrapbook da escola, que permita a quem não a conhece ver-lhe o rosto, e que sirva para ir registando um pouco da sua história e da sua evolução.

Imagens que mostrem as infraestruturas do campus, o movimento quotidiano das pessoas, que mostrem também como as pessoas passam o tempo na FCT (aulas, a estudar, nos PCs, a conversar na esplanada, a apanhar sol na relva, a sair ou entrar no autocarro, ou a pegarem na bicicleta and taking off. :-)»

Paragens, estações & Cia

«Pretende-se reunir num só sítio fotografias que ilustrem os diferentes designs, materiais e estrutura usados em paragens de autocarros e afins, em Portugal.

A ideia será também mostrar os bons exemplos, os maus e os muito maus.

Há paragens com abrigos, outras só com um poste a assinalar. Há umas em vidro, outras em tijolo, outras em chapa. Há umas que abrigam mais a publicidade do que as pessoas, hó outras que até têm espaço para fogueira. Algumas têm bancos, outras não têm nada. Uma ficam em sítos aprazíveis, outras em valetas à beira da estrada. Umas têm mapas, informações e horários das carreiras, outras nem sequer a identificação do número das carreiras que lá passam e param têm…

Para resolver um problema temos que o documentar e estudar antes. Well, let’s do it! ;-)»

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O primeiro grupo criei-o porque em pesquisas anteriores apercebi-me que aparecem poucas fotos da FCT na web. Assim, lembrei-me de criar um grupo para reunir as que há e incentivar as pessoas a tirar mais fotos e a partilhá-las online.

O segundo porque fico de cabelos em pé ao ver muitas das paragens de autocarros neste país. Se queremos ter cidades mais saudáveis e agradáveis temos que tornar a vida das pessoas mais fácil. Como vamos também ter menos carros se as alternativas são tão degradantes?… 😦 Isto é uma maneira de documentar o problema. Além disso, também pelo aspecto de curiosidade, visto as paragens serem diferentes de sítio para sítio no país. 🙂

June 27, 2006

Acerca da Tertúlia da Massa Crítica

Posted in featured on Flickr!, mobilidade, movimentos at 9:41 pm by Ana

Aquilo foi giro! 🙂 Gostei e achei muito interessante. Nomeadamente, foi fixe poder associar alguns dos nomes que via na mailing-list às respectivas caras. 🙂 O meu low profile foi um bocado anulado quando decidi tirar algumas fotos. Como aparentemente só eu levei e usei máquina fui “identificada”, lol! A propósito, as fotos (um bocado fraquinhas) estão disponíveis aqui.

O Frederico (?) iniciou apresentando o movimento Massa Crítica e passando depois a falar um pouco sobre o seu percurso habitual em bicicleta.

A apresentação do João sobre o seu percurso habitual em patins enriqueceu-me porque há coisas acerca da sua utilização como meio de transporte que desconhecia. Fiquei a matutar naquilo. Há muito que quero comprar uns patins mas a motivação foi sempre pela vertente de desporto e de lazer. É uma alternativa ou complemento muito interessante! 🙂

A do Mário Alves acerca do Código da Estrada deixou-me com aquela sensação recorrente do “tenho que fazer alguma coisa para ajudar a mudar isto!”. Reconheci-me em algumas das situações que ele apontou e fiquei um bocado frustrada e também receosa por as regras de trânsito no que concerne às bicicletas nos colocarem em perigo… 😦 Mas tenho a perfeita noção de que as coisas só mudam quando houver mais gente a usar a bicicleta na estrada. E eu quero mudar as coisas! Por isso vou continuar a andar de jinga sempre que possa! 🙂 Por puro prazer e por dever cívico!

A apresentação do Luís Mota foi sobre o projecto do Trajecto Farol. Também gostei e acho que há ali potencial e é uma oportunidade de conseguir algo concreto junto das entidades apropriadas.

Depois do intervalo para jantar foram exibidos os videos das reportagens da RTP e da SIC para os que ainda não as tinham visto. Achei muito importante e muito interessante os dois filmes exibidos depois, o “We are traffic” e o “Still we ride”. Recomendo vivamente pois levantam questões políticas (e não só) relevantes.

Still we ride!

Que eu saiba, só o Jornal de Notícias falou deste este acontecimento (notícia aqui)… Anunciado foi no Indymedia, na revista lecool, no lx jovem e no Tudo Sobre Rodas, além do site (e listas) do GAIA. E aqui, claro! 😉
Espero que hajam mais tertúlias e encontros no futuro! Se tudo correr bem, esta 6ªf será a primeira vez que eu e o Bruno participaremos numa Massa Crítica!! 😀

A propósito, o novo site da MC está quase fully functional! Pode ser acedido aqui.

June 4, 2006

Tomar

Posted in featured on Flickr!, horeca, up close & personal at 8:27 pm by Ana

Ontem fomos a Tomar visitar o meu avô que foi internado esta semana no hospital daquela cidade. Já conhecia Tomar de outras viagens, nomeadamente de uma das que fiz com o Bruno (ai que saudades!…). Esta serviu para me lembrar o quão agradável é aquele sítio.

Rua na zona antiga, com vista para o castelo

Vista para o parque na outra margem do Rio Nabão

E como passei também pela zona mais nova da cidade, alarguei o conhecimento que tinha dela. É bonita, agradável, está bem cuidada. Não passei por nenhuma zona que achasse feia ou com um aspecto mais "manhoso". Há movimento de pessoas e carros mas apenas o suficiente para dar a sensação de alguma agitação e movimento, sem se tornar muito confuso, barulhento ou desagradável. Passeia-se bem na rua, há muitos sítios para nos sentarmos. Vêem-se muitos putos, adolescentes, nas ruas. Gostei do feeling da cidade.

O hospital fica um bocado no meio do nada, mas perto do centro. Por fora não é nada de especial, o costume, blocos com buracos. Mas por dentro era bonito, tudo estava em condições, bem cuidado, a funcionar. Todas as pessoas com quem contactei (na cafetaria, na recepção, os seguranças, e as enfermeiras) foram muito simpáticas. 🙂 A zona circundante de Tomar é verde. É uma zona bonita.

Antes de regressarmos a Lisboa jantámos num restaurante de comida italiana. Chama-se "O Siciliano" e fica no extremo Nascente da zona mais antiga, e do Parque, mesmo em frente ao Minipreço.

O Siciliano (1)O Siciliano (2)

Recomendo-o porque o sítio é bonito, a luz é suave, o serviço é eficiente e as pessoas são muito simpáticas. Além disso (e muito importante!), tem salas separadas para fumadores e não-fumadores. Fomos atendidos por uma rapariga baixinha de cabelo loiro curto que foi muito simpática, sorridente e solícita. A dona do sítio (pareceu-me) também nos serviu e também ela foi muito simpática. A comida em si (1 pizza) era boa, embora nada de extraordinário. A minha recomendação deve-se principalmente ao factor humano. É tão raro encontrar serviços onde as pessoas demonstrem amabilidade e simpatia…

A cidade é quase plana. Vimos muita gente de bicicleta. 🙂 Acho que quero ir viver para lá. 😉

June 2, 2006

Some portuguese cows

Posted in featured on Flickr!, humor at 6:57 pm by Ana

Ontem estive na Baixa, a ver se comprava alguma roupa, e encontrei algumas das vaquitas da Cow Parade! 🙂 Tirei umas pics já com a máquina nova (já comprei uma bolsinha très jolie tão compacta quanto ela) que agora trago sempre comigo. 🙂

Já passei pela Cow-Mões, na Estação de Metro da Baixa-Chiado:

Cow-Mões de trás Cow-Mões de frente

E depois à superfície, passei pela Máquina de fazer leite,

Máquina de fazer leite

pela Cowmuuutalic,

Cowmuuutalic de frente Cowmuuutalic de lado

pela CowDiwéo

CowDiwéo

e pela Sonhar o sonho (que já não tinha a placa).

sem-nome, lado esquerdo sem-nome, lado direito

Para saber a localização das vacas todas, ver este ficheiro aqui.

May 29, 2006

Ouriços

Posted in featured on Flickr! at 6:51 pm by Ana

O meu irmão e um amigo dele encontraram hoje uma ninhada de ouriços aqui no terreno em frente, dentro de uns tubos. São 4, os pais não estavam lá. Um estava sozinho no meio de um dos tubos, outros dois estavam juntinhos noutro tubo, perto de uma das pontas, e um último estava meio saído do tubo, a dormir encostado a uma pedra. Não são fofinhos? 😀

O irmão solitário E o irmão mais 'explorador'

Os dois irmãos unha-e-carne

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