September 22, 2006

Dia Europeu Sem Carros, de carro…

Posted in mobilidade at 10:19 am by Ana

Hoje é o Dia Europeu Sem Carros e o que é que eu fiz? Vim de carro, claro. 😛 O plano era ter vindo de bicicleta prá FCT ontem. Entretanto caiu uma carga de água e acabei mesmo por ficar em casa (não toquei no relatório… 😦 ) e despachar umas cenas pendentes, como o blog do site (provisório) da minha empresa (eheheh, sabe tão bem dizer isto, “a minha empresa”) e regularizar o meu ficheiro das despesas (sim, sou uma miúda muito certinha, até tenho controlo financeiro informatizado e tudo, lol!), e outras cenas do género.

Depois pensei, “amanhã levo a bicicleta”. Mas hoje também tinha chovido e não consegui acordar suficientemente cedo para vir testar o percurso de bicicleta. Ainda por cima hoje ao fim do dia sigo para Ourém, que amanhã é dia de vindima “à dos meus avós”.

Na 4ªf a A5 estava com trânsito quase parado logo em Porto Salvo, às 10h… Hoje eram 9h25 e a mesma coisa. Fui pelo meu “atalho” apanhá-la no Jamor. Deve levar o mesmo tempo, mas ao menos não estou parada e com a sensação de estar presa dentro do meu próprio carro, num tapete isolado de alcatrão… Como é possível ainda haver tanto trânsito às 10 da manhã? Parece que já não há “horas de ponta”, a “ponta” prolonga-se praticamente pelo dia todo… 😦

A ver se consigo ir de bicicleta na próxima semana, vamos ver se o Outono ainda não é para já. Não tenho equipamento para chuva! Tenho que comprar um poncho, pelo menos. 😉 Provavelmente tenho que encomendar online do estrangeiro, não me lembro de ver disso à venda cá…

Parece que Almada tem umas cenas giras a decorrer hoje, relacionadas com bicicletas. Vi um panfleto da Semana da Mobilidade em Almada aqui na FCT. Gostava de ir. Talvez me balde ao relatório (mais uma vez(!)) e vá espreitar. De carro. Sou uma lame. 😛

Há algumas fotos da inauguração do Parque Infantil de Bicicletas da Cova da Piedade disponíveis aqui. Reparem nas calhas que a CMA colocou nas escadas para podermos transportar as bicicletas mais facilmente. 🙂

Calhas para bicicletas

Podiam pôr isso nas escadas do Metro em Lisboa, ou da Fertagus (uma vez que, estupidamente, não nos deixam usar as rolantes nem os elevadores…).

September 18, 2006

O meu Domingo

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, mobilidade at 10:04 pm by Ana

No Domingo fui com o Bruno passear para a Marginal, de bicicleta. Mas fizemos a cena “à séria”, fomos até lá também de bicicleta (em vez de as levar de carro, estacionar num sítio ao pé e depois sacar das jingas). 😉 A Sofia estava meio adoentada e acabou por não ir connosco.

Foi agradável, soube muito bem sentir o cheiro a mar a ouvir o som das ondas a rebentar na areia e nas rochas. Num dia normal isso seria “soterrado” pelo ruído e pela poluição dos automóveis. Foi bom ver as pessoas a usufruir da Marginal, umas a caminhar, outras (muitas!) de patins, alguns empurravam carrinhos com bebés, outros levavam putos atrás, na bicicleta, outros em atrelados, viam-se putos em jingas com rodinhas, outros já mais autónomos, uns em trotinetes, vimos duas bicicletas tandem, um triciclo, e um puto num carro a pedais tipo os GoKarts do Parque das Nações. Vimos duas pessoas em bicicletas com motor eléctrico, um senhor mais velho e uma rapariga nova, esta tinha uma ilegal, que anda sem darmos aos pedais – cá têm que ser pedalec. Vimos imensas pessoas em bicicletas da Lisboa Bike Tour, o que prova que muita gente foi a esta para arranjar uma bicicleta barata. Vi um homem numa cadeira de rodas a ser empurrado por um amigo. Devia ser Marginal Sem Carros uma vez por mês. 😉

Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!Marginal Sem Carros!

Fomos espreitar o Porto de Recreio de Oeiras, porque na última vez ainda estavam os estabelecimentos comerciais por abrir. Agora está cheio de esplanadas. No Domingo estavam lá muitas bicicletas estacionadas enquanto o pessoal tomava qualquer coisa na esplanada, mas não sei como é nos outros dias. Não há nenhuma estrutura de estacionamento para as bicicletas, a malta limita-se a encostá-las aqui e ali. 🙂

Bicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de OeirasBicicletas nas esplanadas do Porto de Recreio de Oeiras

A seguir passámos na Telepizza de Santo Amaro e comprámos umas pizzas. 🙂 Seguimos para o Jardim da Quinta dos Sete Castelos alguns metros mais à frente. Tirei umas fotos aos muitos postes plantados no meio do passeio. Vergonhoso…

Fileira de obstáculos no passeio!

[No dia 14 fui ao dentista à Amadora; a rua Elias Garcia, que passa em frente ao C.C. Babilónia é muito movimentada, não é pedonal mas os passeios andam cheios. Para atravessar tive que carregar num botão para o semáforo ficar verde. Aí tive um embate de uma realidade que no estrangeiro me tinha já desabituado. Tive que esperar uns 60 segundos até aquilo ficar verde! Lembrei-me da Suiça, montes de passadeiras ao longo da rua, e o sinal dos peões caia quase imediatamente para verde quando carregávamos no botão. Mostra a diferente atitude para com as pessoas num país e noutro…]

Bom, lá fizémos o nosso piquenique no jardim e depois ficámos por ali, sentados numas cadeiras reclinadas, à sombra a ler as revistas Única (jornal Expresso) e Tabu (jornal Sol).

À sombra no jardim, a ler

Mais tarde passámos para o relvado. Nesse dia havia lá muito mais gente do que nas vezes anteriores. É um sítio mesmo agradável. 🙂

Tarde de leitura no jardim

A propósito do Sol, gostei do jornal. Principalmente da secção “Mundo Real” no caderno principal. Na Única gostei de ler o artigo sobre a Cientologia. De partir a rir. Ou de chorar, conforme a perspectiva. Será que não há gente sã neste mundo? Aquele pessoal de Hollywood também tem umas pancadas valentes… Nunca pensei que o Tom Cruise (que sempre admirei) fosse assim tão completamente louco. Só lendo a história… A Madonna (que “segue” a Cabala) aconselhou o governo Britânico a usar um fluido místico da religião dela na limpeza de um resíduo radioactivo, porque acredita que pode ter efeitos curativos mágicos (!). Give me a break!!!

É só totós! Tudo a acreditar em fadas, deuses, mágicos e super-poderes!! Está tudo louco, mesmo. Antes pensava que uma guerra nuclear (a 3ª guerra mundial, previa-se) seria terrível, mas cada vez mais acho que antes virá uma guerra religiosa global muito pior, todos contra todos, a aniquilarem-se mutuamente porque não acreditam nas mesmas personagens e histórias mitológicas e não toleram a divergência nas crenças, afinal há milhentas religiões no mundo, tantas quanto os malucos que decidem ser “Deus na Terra”.

Não consigo pensar numa característica geográfica, étnica, linguística, física ou de pensamento intelectual (gostos pessoais e ideias políticas) que me leve a sentir uma cisão tão profunda entre mim e terceiros quanto a crença religiosa. É como sentir-me uma alien num planeta desconhecido.

O Expresso vai começar a oferecer (por +6€) uma edição limitada e exclusiva da Bíblia, comentada por um padre. Talvez isto seja um sinal para eu optar pelo Sol…

Uma cena fixe que vi na Única foi o Sleeptracker. Pena ser tão caro… 😦

Na Tabu veio um artigo sobre uma família grande, a matriarca teve 10 filhos e as filhas também tiveram proles extensas. E ficaram em casa. Percebo a paixão de querer ter filhos, muitos. Só não percebo como pode ser visto como normal uma mulher dizer que “estudava sem interesse nenhum porque já sabia que não ia trabalhar”. Ou quando alguém lhe pergunta o que quer ser quando for grande, responder “mãe!”. Se fosse um homem a dizer isto, já soava um bocado esquisito, não? E se um homem só quiser ser “pai”? Fixe n’é? Não é preciso estudar nem trabalhar, é só ter filhos e cuidar deles, em casa. E também não é preciso estudar para ter e criar filhos… Don’t get me wrong, não tenho nada contra stay-at-home-moms. Só me arrepiam aquelas que se definem apenas com a maternidade, e nunca são nada além de mães e domésticas. Claro que depois tornam-se católicas e vêm defender “os valores da família”. Têm que defender a imposição de um modelo social muito mais restrito e severo para que os maridos não as abandonem quando os filhos já estiverem criados.

Estou a planear passar a andar de transportes públicos novamente. Mas com a bicicleta como elemento essencial de inter- e multi-modalidade. Ainda estou à espera dela, quero comprar uma dobrável. Entretanto, queria ir na minha bicicleta (a Btwin’7) para a FCT-UNL, nas próximas 4 semanas. Hoje estive a ver os preços e condições de transporte de bicicletas no comboio e barco. Fiquei muito frustrada. No comboio, mesmo que pague, não a posso levar das 7h às 10h… No barco só há limitação do nº de bicicletas a bordo (6), mas os preços são sempre desencorajadores. Alguém me explica porque é que (na carreira Belém-Trafaria) um animal de companhia paga o mesmo que uma pessoa (0.75 €) e menos que uma bicicleta? Posso levar as minhas malas de viagem ou a tábua de passar a ferro que comprei no supermercado, sem pagar mais por isso, mas a bicicleta, especificamente, paga 1.60 € por viagem! Além de discriminação de bagagem, eles ignora m totalmente o facto de uma bicicleta ser um meio de transporte complementar do deles, que se encontrasse mais facilidades talvez lhes subisse a clientela.

Acho que a minha melhor hipótese é o comboio da ponte, que é gratuito para as bicicletas e a restrição da hora de ponta não me afecta porque vou contra-corrente. Só que o problema é: como vou apanhar esse comboio?… É um grande e desnecessário desvio…

Preciso mesmo de uma dobrável to dodge all this stupid obsolete directives

September 12, 2006

Bike commuters na imprensa portuguesa

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, imprensa, mobilidade, sociedade at 5:12 pm by Ana

No dia 10 de Setembro saiu um artigo no Público sobre os utilizadores “non-recreational” de bicicletas em Portugal. Pode ser lido aqui:

P.S.: Mais um passeio de bicicleta. No site da FERTAGUS:

Passeio Pais e Filhos

«No âmbito da Semana da Mobilidade a Fertagus irá promover em conjunto com o Clube Ciclismo de Almada, um passeio de bicicleta no dia 16 de Setembro pelas 10h. Este passeio terá partida na estação do Pragal, com direcção ao Parque da Paz em Almada e regresso novamente à Estação do Pragal, onde será sorteada uma bicicleta de criança.

O passeio denominado “Passeio Pais e Filhos”, tem como propósito sensibilizar a faixa etária mais jovem para as questões de deslocações e do ambiente, tendo também como objectivo proporcionar uma manhã de saudável convívio entre as crianças e os pais, num animado passeio de bicicleta.»

September 11, 2006

Lisboa e as bicicletas

Posted in eventos & Cia, featured on Flickr!, mobilidade, política nacional, sociedade, videos at 9:50 pm by Ana

Ontem lá fomos à Lisboa Bike Tour

À espera na ponte

Não posso dizer que tenha gostado muito. Achei fraco, mal organizado, desinteressante, e sem o ambiente de celebração que se esperava. Não sei o que terá pensado a maioria dos participantes, mas o entusiasmo que a iniciativa despertou foi imenso, as 4000 inscrições esgotaram em 9 dias e o meu post neste blog teve imensos hits (695 só desde o dia 4 de Setembro).
À noite vi a peça da RTP sobre o evento (eles disponibilizam os videos dos telejornais, mas há umas semanas mudaram o sistema e agora aquilo não funciona em Linux; bimbos do caraças…), mas o que se mostrou não traduz o que aconteceu para todos os participantes. Só o pessoal perto da linha de partida é que teve direito a música, animação, e sinal de partida, bem como “recepção” à chegada.

As bicicletas estavam mal montadas (as minhas, como muitas outras que vi, tinham as mudanças mal montadas, fazendo com que eu não visse nada quando as utilizava. Houve um senhor ao pé de nós a que caiu um pedal; teve sorte não ser num momento em que ele se estivesse a apoiar bem nele, podia ter-se magoado… Já para não falar na pintura riscada e nas mossas. Fartámo-nos de ver pessoal apeado com avarias ou defeitos nas bicicletas. Outros nem tiveram direito a uma (quando estávamos à espera da cena começar passaram grupos de pessoas a pé que tinham sido largadas pelos autocarros mais tarde e mais atrás na ponte e que já não encontraram bicicletas, tendo que ir andando pela ponte à procura de mais, “Lisboa Foot Tour”…). Não gosto daquele sistema de mudanças e tive dificuldades a usá-las, mas o que me lixou mais foi o selim, que era péssimo e tornou o “passeio” muito desconfortável…

Ao contrário do que anunciaram, não vimos equipas de auxílio técnico nenhumas nem antes nem durante o passeio. Vimos sim pessoas em bicicletas para assistência médica. Quem não encontrou bicicleta funcional lixou-se, e quem encontrou defeitos ou teve avarias na sua teve que se desenrascar sozinho, sem ferramentas nem nada. Se todos pagaram o mesmo e se chegaram lá até à hora estipulada, todos teriam direito a uma bicicleta em condições, ou assistência para rectificar as faltas e corrigir os problemas. Isso não aconteceu. Com patrocinadores de tão alto gabarito esperava-se mais.

A mochila que eles ofereceram também era uma chinesice qualquer. A minha tinha defeitos (faltavam presilhas), a do Bruno partiu-se quando ele puxou uma presilha.

Tirei meia-dúzia de fotos (ver aqui) e uns videos (brevemente disponíveis aqui). O Bruno lembrou-se e levou de casa uns papéis de “activismo político” que colocou no lugar das bandeirinhas dos patrocinadores. 😉

Alerta pol�tico

Acho que ninguém reparou, além de um casal que se aproximou pra ler a nos apoiou. A maior parte das pessoas ali nem em lazer costuma andar de bicicleta, concerteza, pois nem sabem circular como deve ser…
O passeio em si não foi o que eu esperava. O piso era fixe e a dificuldade do percurso foi canja (fiquei abismada quando vi pessoas na TV a queixarem-se que aquilo tinha sido “puxado”, além de ouvir os lamentos de terceiros ao longo do passeio, e pessoas a levar a bicicleta pela mão, diz muito acerca da forma física dos portugueses…). Mas a vista da ponte não era nada de especial, é mais bonita a do lado Sul do rio, a do lado Norte é feia. Então a parte já em terra, em que andámos ali às voltinhas até chegar ao Parque das Nações foi a pior. Paisagem seca, árida, cheia de lixo, prédios feios, alcatrão.

Depois chegamos ao Parque das Nações, outrora um espaço privilegiado de Lisboa, agora cada vez mais abandonado e progressivamente menos pedonal, menos silencioso, respirável e espaçoso, visto abrirem mais vias ao trânsito a cada dia. Daqui a nada é mais outro espaço típico de Lisboa, em que só se ouve, respira e vê carros por todo o lado, a circular e estacionados selvaticamente por todo o lado. No entanto, não se vêm autocarros nem outro transporte público a circular pelas vias agora abertas ao trânsito automóvel… Um eléctrico/metro de superfície (“tram”) era fixe…

Smart estacionado

[Fixe com um Smart. 🙂 ]

Carro estacionado

[Doesn’t quite work for this one, tough. E bimbos destes há praí aos pontapés…]

Este evento deveria ter sido aberto a mais gente, e para cada um levar a sua bicicleta própria. E devia ter começado do outro lado da ponte, para a podermos (todos) percorrer integralmente. Devia ser manifestação de uma preocupação e de uma tendência mais séria na direcção da promoção da bicicleta como meio de transporte privilegiado e instrumento de lazer universal. Mas não, foi apenas areia para os olhos, umas migalhas. O facto de Lisboa não aparecer na lista das cidades europeias que participam na Semana Europeia da Mobilidade e/ou no Dia Europeu Sem Carros confirma o desinteresse (embora baste tentar circular por Lisboa de outra forma que não dentro de um automóvel, nomeadamente a pé, de bicicleta ou com uma cadeira de rodas/carrinho de bebé/outro-qualquer-extra-com-rodas para sentir na pele a negligência).

Oeiras volta a participar em 2006. O programa tem algumas coisas “palpáveis” interessantes. Para além de podermos passear pela Marginal Sem Carros no dia 17 de manhã (não quero faltar!!), há umas iniciativas interessantes com a CP relativamente ao transporte das bicicletas nos comboios e à eliminição de barreiras arquitectónicas. Espreitem o programa aqui.

Também o GEOTA e a FPCUB organizam passeios neste dia.

P.S.: No Parque das Nações reparámos numa espécie de quiosque de internet… O Raspanêt, permite navegar na rua.

Quiosque Raspanêt - frente

Só achámos estranho não estar nada identificado nem bem assinalado para a função que desempenha, e o facto de não funcionar com moedas. Temos que ir comprar um papel com o código de acesso a um sítio que não pareceu estar indicado em lado nenhum… A nós pareceu-nos uma cena um bocado imbecil… Já estou a imaginar a utilidade que aquilo tem para os turistas (sim, porque um não-turista não vai para o meio da rua, sujeito ao clima e sem se poder sentar, ver os mails ou conversar no messenger…) … Enfim.

August 26, 2006

Um novo mundo desponta

Posted in ambiente, eventos & Cia, mobilidade, videos at 10:21 pm by Ana

Hoje fui dar a uns videos de uns carros “alternativos” que já referi aqui antes.

Adorei ver este sobre o Carver One, no Top Gear, um programa da BBC. Quando chegar aos 18000 $ fico verdadeiramente interessada! 😀 Outro video aqui.

Encontrei também um video do Tango, aqui, um do TESLA, aqui, e um do PIVO, da Nissan, aqui.

Tenho adicionado este tipo de videos à minha lista de favoritos no YouTube. Tenho lá também um da SUMO e um do Air Car. Enjoy! 🙂

A propósito de veículos alternativos e novas tendências, chamo a atenção para dois eventos muito interessantes [via Treehugger e Inhabitat]. O primeiro é o Chicago Eco-transportation Show, que teve lugar no dia 15 de Agosto em Chicago, EUA:

«$3.45 for a gallon of gas got you down? Chicago’s first Twike, electric and biodiesel cars, cargo bikes and other fuel-efficient and low-pollution options for commuters will be on display. View the vehicles; talk to the owners. Learn what’s really involved with owning and driving one of these greener modes of transportation. After reviewing all the options, network and socialize with others interested in sustainability/environmental issues at Chicago Green Drinks.»

Têm um link para um artigo sobre uma mulher que usa um Twike como o seu meio de transporte. Só há ainda 5 pessoas nos EUA donas de um Twike.

Twike

Por cá, a propósito da Semana Europeia da Mobilidade, temos em Faro a Exposição Energias Renováveis – Mobilidade Sustentável, de 16 a 22 de Setembro, e o Rallye do Algarve de Veículos Amigos do Ambiente (Algarve Green Vehicle Challenge 2006) no dia 22 – Dia Europeu Sem Carros. Gostava de lá ir e fazer a devida cobertura “bloguística” mas acho que não vai dar… 😦

Poster

Soube disto pelo Fórum Nova Energia, onde se discutem combustíveis alternativos aos fósseis, como o biodiesel e o bioetanol.

Nova Energia

Por sua vez soube deste Fórum através do Luís Oliveira, um membro de um outro novo Fórum online, o D-Eficiente, onde me registei depois de ver no telejornal uma peça sobre ele e o seu “fundador”, o Pedro Monteiro.D-Eficiente

Achei que era uma maneira de aprofundar o meu interesse na temática da acessibilidade e justiça social no que concerne às pessoas com algum tipo de limitação física ou cognitiva mais significativa. Depois de tomar contacto com este fórum tive acesso a muitos links sobre uma série de coisas sobre e para os deficientes. Estou a ficar mais educated neste tema. 🙂

August 13, 2006

Mais um pequenino passo

Posted in mobilidade at 3:32 pm by Ana

No site do Metro de Lisboa:

«A partir do próximo dia 1 de Setembro, o Metropolitano de Lisboa vai estender a permissão do transporte de bicicletas no metro aos dias úteis, a partir das 21:30 e até ao final do horário de exploração, nos mesmos moldes do já permitido para os fins-de-semana e feriados.»

Os clientes do Metropolitano de Lisboa podem transportar gratuitamente as suas bicicletas nos comboios aos Sábados, Domingos e Feriados desde 21 de Março de 2000.

Notícia no Jornal de Notícias.

July 15, 2006

Os efeitos do selim da bicicleta na saúde do ciclista

Posted in mobilidade, produtos, saúde & medicinas at 5:26 pm by Ana

Além das consequências das possíveis quedas e acidentes rodoviários, há uma questão pouco conhecida da população: os efeitos que andar de bicicleta pode implicar na saúde sexual. Isto é um problema que pode mesmo ser grave mas que nenhuma loja aborda junto dos seus clientes. Devem ter medo que as pessoas desistam de andar de bicicleta e, logo, de comprar os seus produtos. Ora, eu acho isto uma péssima política. Péssima na perspectiva de política da empresa e do ponto de vista ético.

Como consumidora, eu gosto de uma empresa ou uma entidade que me trate com franqueza e de igual para igual. Não há nenhum produto nem nenhum serviço “perfeitos”. Tudo tem vantagens e desvantagens, situações de aplicação vocacionada e outras em que há contra-indicações. Eu sou uma consumidora consciente, e quando vou escolher um produto e uma empresa faço alguma pesquisa para tentar determinar quais são os melhores, ou os mais indicados para mim. Faço isto por pesquisas na net, continuamente ao prestar atenção às coisas faladas nos muitos jornais e revistas que leio e na TV, e também “presencialmente” ao andar a espreitar coisas em várias lojas diferentes. Assim, não gosto de ser tratada como ingénua ou ignorante (mesmo que o possa estar a ser). Quero poder falar com um vendedor sem ter aquela sensação que ele não se importa comigo, que só quer vender qualquer coisa (quanto mais e mais caro for, melhor) e que deliberadamente omite informação que me seria relevante, ou simplesmente que a desconhece!

Quando escolho um produto quero poder fazê-lo conhecendo as suas qualidades e os seus defeitos. Em que aspectos ele se destaca mais positivamente e quais os seus pontos mais fracos. Assim, de entre os vários produtos diferentes da mesma marca ou similares de marcas diferentes, poderei escolher aquele que melhor se adapta ao que eu quero, ao que eu gosto/prefiro, e às minhas necessidades. Sabendo logo à partida os seus defeitos e as suas virtudes, podendo antecipar e gerir melhor esse conjunto.

Já tinha ouvido falar e lido acerca dos perigos de um mau selim. Sabia que podia provocar má irrigação sanguínea no pénis, no caso dos homens, mas também no clitóris, no caso das mulheres. Consequências: impotência temporária ou permanente nos homens e dificuldade em atingir o orgasmo nas mulheres.

Vou na minha quarta bicicleta. Durante as duas primeiras ainda era uma miúda. A terceira tinha um banco horrível. Daqueles esguios, e muito duro. Ficava com os ossos da pélvis a doer-me por vários dias a seguir a uma viagem mais longa. Esta última já trazia um banco em gel, por isso não tive que ir comprar outro. No entanto, embora infinitamente mais confortável que o anterior, não é perfeito. Uma característica incomodativa é que parece aquecer muito. Ou pelo menos permite que a zona genital aqueça excessivamente. Não me lembro se o outro fazia isto, mas acho que não.

Os estudos sobre os problemas causados pela prática do ciclismo, nomeadamente o efeito do selim, são maioritariamente focados nos homens, independentemente de motivações sexistas provavelmente porque a grande maioria de ciclistas são homens.

Hoje estive a pesquisar mais um pouco sobre isto e encontrei alguns artigos interessantes e que me permitiram encontrar empresas que fabricam bancos mais ergonómicos e que procuram minimizar os riscos para a saúde sexual dos seus utilizadores. 🙂

Nunca vi bancos destes à venda ou anunciados em Portugal… Estou a pensar comprar algum. 🙂

 

Alguns artigos:


As bicicletas contra a vida sexual?
Pedalar sai caro – dizem estudos publicados no Journal of Sexual Medicine

Bicycle Riding and Erectile Dysfunction: An Increase in Interest (and Concern)

Excerto: «“Bicycle riding more than 3 hours per week was an independent relative risk (RR = 1.72) for moderate to severe ED. In case control studies, the prevalence of moderate to severe ED in bicyclists was 4.2% and 4% vs. age-matched runners 1.1% (P 0.018) and swimmers 2% (P = 0.05), respectively. Therefore, bicycle riders should take precautionary measures to minimize the risk of ED associated with bicycle riding: change the bicycle saddle with a protruding nose to a noseless seat, change the posture to a more upright/reclining position, change the material of the saddle (GEL), and tilt the saddle/seat downwards.»

Studies Link Bike Seats, Erectile Dysfunction
But Many Men Who Bike Won’t Be Affected, Notes Scientist

Excerto: «“One would not expect that every bicyclist would suffer from erectile dysfunction, any more than one would expect every smoker would get lung cancer,”»

Serious Riders, Your Bicycle Seat May Affect Your Love Life

Excertos: «Researchers have estimated that 5 percent of men who ride bikes intensively have developed severe to moderate erectile dysfunction as a result. But some experts believe that the numbers may be much higher because many men are too embarrassed to talk about it or fail to associate cycling with their problems in the bedroom.»

 

«The research shows that when riders sit on a classic bicycle seat with a teardrop shape and a long nose, a quarter of their body weight rests on the nose, putting pressure on the perineum. The amount of oxygen reaching the penis typically falls 70 percent to 80 percent in three minutes. “A guy can sit on a bicycle seat and have his penis oxygen levels drop 100 percent but he doesn’t know it,” Mr. Cohen said. “After half an hour he goes numb.”»

«“We make kids wear helmets and knee pads,” Dr. Goldstein said. “But no one thinks about protecting the crotch.”»

Saddle Safety

Ergonomic bicycle seats take the pressure and pain out of long rides on the road Excerto: «But bike lovers don’t have to abandon cycling altogether. Instead, Goldstein suggests they choose a bike with a noseless seat that allows riders to bear their weight on their sit bones, just as they do when sitting straight on a chair. Goldstein concedes that the nose helps racing cyclists steer and navigate turns more easily and that some may fear looking “wussy” with a wider seat. But, he says, riders have to weigh health risks against speed or style.»

Cycle Performance Tips

Choosing and adjusting your saddle

Excerto: «Question: “I’ve heard that using an incorrect saddle can cause prostate problems for guys.” JG Answer:saddle choice and riding technique. Women have similar concerns about “pressure” to that sensitive area, so the following is really a unisex answer. Most men don’t develop prostate or sexual performance problems from riding. In fact, most authorities agree that cycling, as it improves the cardiovascular system, is less of a risk factor for impotence than a sedentary lifestyle. To minimize any problems you need to consider both your saddle choice and riding technique.»

Algumas marcas:

Ergo

The Seat

Bycycle

BiSaddle

Hobson

EasySeat

Selle Royal

Blast AVS

July 9, 2006

Bike 2015 Plan

Posted in mobilidade, política at 4:49 pm by Ana

Chicago continua o trabalho em prol de uma cidade mais equilibrada. Vale a pena fazer o download e dar uma olhadela ao documento aqui. O site oficial do Bike 2015 Plan: City of Chicago é este.

Para mim são óbvios os benefícios de tais políticas. Porque será que as pessoas no poder no nosso país insistem em andar sempre atrasadas? 😦

Bike 2015 Plan

July 3, 2006

Love your bike!

Posted in humor, mobilidade, sites, videos at 9:08 am by Ana

Fui dar a este site com um video e uma imagem de campanha espectaculares! loveyourbike.org Espreitem o video aqui. E olhem só esta ideia genial:

Fast lane vs. Fat lane

June 27, 2006

Acerca da Tertúlia da Massa Crítica

Posted in featured on Flickr!, mobilidade, movimentos at 9:41 pm by Ana

Aquilo foi giro! 🙂 Gostei e achei muito interessante. Nomeadamente, foi fixe poder associar alguns dos nomes que via na mailing-list às respectivas caras. 🙂 O meu low profile foi um bocado anulado quando decidi tirar algumas fotos. Como aparentemente só eu levei e usei máquina fui “identificada”, lol! A propósito, as fotos (um bocado fraquinhas) estão disponíveis aqui.

O Frederico (?) iniciou apresentando o movimento Massa Crítica e passando depois a falar um pouco sobre o seu percurso habitual em bicicleta.

A apresentação do João sobre o seu percurso habitual em patins enriqueceu-me porque há coisas acerca da sua utilização como meio de transporte que desconhecia. Fiquei a matutar naquilo. Há muito que quero comprar uns patins mas a motivação foi sempre pela vertente de desporto e de lazer. É uma alternativa ou complemento muito interessante! 🙂

A do Mário Alves acerca do Código da Estrada deixou-me com aquela sensação recorrente do “tenho que fazer alguma coisa para ajudar a mudar isto!”. Reconheci-me em algumas das situações que ele apontou e fiquei um bocado frustrada e também receosa por as regras de trânsito no que concerne às bicicletas nos colocarem em perigo… 😦 Mas tenho a perfeita noção de que as coisas só mudam quando houver mais gente a usar a bicicleta na estrada. E eu quero mudar as coisas! Por isso vou continuar a andar de jinga sempre que possa! 🙂 Por puro prazer e por dever cívico!

A apresentação do Luís Mota foi sobre o projecto do Trajecto Farol. Também gostei e acho que há ali potencial e é uma oportunidade de conseguir algo concreto junto das entidades apropriadas.

Depois do intervalo para jantar foram exibidos os videos das reportagens da RTP e da SIC para os que ainda não as tinham visto. Achei muito importante e muito interessante os dois filmes exibidos depois, o “We are traffic” e o “Still we ride”. Recomendo vivamente pois levantam questões políticas (e não só) relevantes.

Still we ride!

Que eu saiba, só o Jornal de Notícias falou deste este acontecimento (notícia aqui)… Anunciado foi no Indymedia, na revista lecool, no lx jovem e no Tudo Sobre Rodas, além do site (e listas) do GAIA. E aqui, claro! 😉
Espero que hajam mais tertúlias e encontros no futuro! Se tudo correr bem, esta 6ªf será a primeira vez que eu e o Bruno participaremos numa Massa Crítica!! 😀

A propósito, o novo site da MC está quase fully functional! Pode ser acedido aqui.

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